Agrupamento de Escolas de Santo António
Moimenta da Beira – 30 de janeiro a 1 de fevereiro
Moimenta da Beira une escolas de todo o país em defesa dos Direitos Humanos
Moimenta da Beira foi palco do Encontro das Escolas Amigas dos Direitos Humanos, que decorreu nos dias 30 e 31 de janeiro e 1 de fevereiro, reunindo 11 escolas de diferentes pontos do país num momento de partilha, reflexão e compromisso com a promoção dos direitos humanos em contexto educativo. O Agrupamento de Escolas de Santo António marcou presença, em conjunto com outras escolas do país.
Durante três dias, alunos e professores participaram num mosaico de experiências que fomentaram o diálogo e a cooperação entre comunidades escolares unidas por um objetivo comum: promover uma escola mais justa, inclusiva e consciente dos direitos humanos. O encontro destacou-se pelo ambiente de proximidade e envolvimento, reforçando a importância da educação como ferramenta fundamental para a cidadania ativa que culminou num compromisso reforçado em utilizar a educação como ferramenta na disseminação dos Direitos Humanos.
Bárbara Freitas – Professora de Português
Paula Ortiz – Educadora Social
Testemunhos de alunas e alunos
No dia em que parti para esta experiência fui com expectativas altas e muita curiosidade. Desde o início percebi que iria viver momentos importantes e diferentes da rotina. Ao longo dos dias, fui criando memórias, partilhando ideias e conhecendo pessoas que fizeram toda a diferença nesta experiência.
As atividades realizadas ajudaram-me a aprender mais e a refletir sobre vários temas importantes. Fui desafiada a pensar, a ouvir e a participar de forma mais ativa. Cada momento contribuiu para o meu crescimento pessoal e para uma maior consciência sobre o mundo à minha volta.
Durante esta experiência senti alegria, entusiasmo e, por vezes, algum cansaço, mas tudo valeu a pena. Foram dias intensos que passaram muito rápido, mas que deixaram aprendizagens que vou levar comigo. Ganhei mais confiança, maturidade e uma nova forma de ver algumas situações.
Levo comigo tudo o que vivi, as aprendizagens, as amizades e as boas recordações. Trago de melhor a evolução que senti e a certeza de que esta experiência me marcou de forma positiva.
“Marcaste-me para sempre”❤
Catarina Campos – 10º Ano
“Marcaste-me Para Sempre”
Terminou assim mais um encontro, dois dias e dois terços de pura aprendizagem, amizade e luta, luta por um pedacinho de Mundo melhor!
Partimos no passado dia 30 a caminho de Moimenta da Beira, com o coração cheio de expectativas e de alma leve sabendo que iria pisar novamente em casa. Nestes 3 anos a participar no Encontro de Escolas Amigas dos Direitos Humanos e envolvido com a Amnistia nestes projetos e atividades com a esperança de melhorar o mundo e protegeros direitos de cada Ser, sinto que ainda há muito a fazermos e que nunca podemos deixar de lutar! Este grande nome (EEADH) que não tem medida suficiente para todas as memorias, todos os aprendizados, todos os choros alegres, saudades que transbordam e momentos vividos com intensidade, estão todos assentes no mesmo chão comum… Os Direitos Humanos, este grande palavrão, que implica o trabalho, a resiliência e a proteção de todos nós, que infelizmente, nos últimos tempos, têm sido diariamente atacados e denegridos.
Após uma longa viagem de comboio, chuva, autocarro, chuva, outro autocarro, mais chuva e uma caminhada com “chuva” (já disse “chuva”?), pude rever todas aquelas pessoas que automaticamente alegraram a minha essência. Fomos jantar e terminamos o dia com uma “Noite de Cluedo”, durante a noite pudemos conhecer novas pessoas, criar novos laços, rever aqueles que já tinham pó e partilhar experiências!
No dia seguinte (31) foi um dia cheio de aprendizagens, onde nos foi possivel aprender mais sobre Direitos Humanos e principalmente sobre o Autoritarismo! Este grande tema que infelizmente têm vindo a aumentar no nosso Mundo, dado à desinformação e ao ódio ultimamente plantado nos nossos corações. Nessa mesma noite tivemos presentes a banda “Cem Notas” natural de Moimenta da Beira que nos alegrou ainda mais após um dia produtivo! Na noite de 31/01 para 01/02 poucos foram os momentos que descansamos, tínhamos que aproveitar os momentos juntos para que um dia mais tarde os pudessemos relembrar!
O Encontro de Escolas Amigas dos DH, não é apenas um lugar de aprendizagem, é um círculo onde podemos encontrar pessoas com a mesma mentalidade que nós, no qual lutamos por um Mundo melhor, onde conhecemos pessoas incriveis e levamos várias missões, sendo a maior delas, partilhar, falar, não nos calarmos! Lutar por aquilo que é de todos nós!
Agradeço por todos estes momentos e aprendizagens, iremos continuar a fazer a nossa parte pelo BEM!
“EDUCAÇÃO NÃO TRANSFORMA O MUNDO. EDUCAÇÃO MUDA PESSOAS. PESSOAS TRANSFORMAM O MUNDO.”
-Paulo Freire ❤
Tiago Segurado– 11º Ano
No dia 30 de janeiro, dirigimo-nos a Moimenta da Beira para mais um Encontro das EADH. Mais uma vez, foram 3 dias incríveis de muita diversão, convívio, aprendizagem e crescimento. Focamo-nos no autoritarismo, e como identificar os seus sinais, através de atividades como “Um passo em frente”, cartazes, entre muitas outras. Ao longo do encontro fomos criando e fortalecendo amizades, reencontrámos amigos de encontros passados, e vivemos momentos muitos memoráveis que vão ficar comigo para a vida.
Partilhámos ideias, opiniões, trocámos experiências e com isto aprendemos que os direitos humanos vêm de dentro, da vontade, da empatia, do respeito. Estes três dias foram preenchidos com momentos de união, respeito, aprendizagem e cooperação.
Com isto não nos podemos esquecer que não vivemos neste mundo sozinhos, temos de lutar pelos nossos direitos e tornar este mundo num lugar melhor.
Obrigada Amnistia por me ensinares a tornar o mundo num lugar melhor.
“Marcaste-me para sempre”❤
Matilde – 12º Ano
O encontro das Escolas Amigas dos Direitos Humanos, que começou no dia 30 de janeiro, este ano em Moimenta da Beira, foi uma experiência muito enriquecedora, não só pelas reflexões sobre o autoritarismo, através de atividades como a criação de cartazes e o passo em frente, mas também pelas amizades que se criaram e fortaleceram. Ao longo do encontro, partilhámos ideias, ouvimos diferentes opiniões e aprendemos juntos, num ambiente de respeito e união. Estes momentos mostraram que a defesa dos direitos humanos também passa pela empatia, pela cooperação e pelos laços que construímos entre escolas, algo que oferece a esperança que faz grande falta nos dias de hoje.
Mafalda Polici 12º Ano


